Poema sobre Sentenças- “Também tu Justiça”- João Maria Spínola (140120106)
Também tu Justiça
Também tu Justiça
Também tu acolhes a vaidade
Fundada legitimidade
Por códigos, leis ou coisas de tal
Justiça de sua majestade
Meritíssimo juiz, o meu respeito é total
Sem ironia,
Só talvez mania
De alguém descrente
Numa outra que não a sua mente
Também tu Justiça
Também tu procuras um fim
Legítimo o que se ofende,
O que se defende,
O que compreende
Esse jogo tal
À democracia vital
Partes legítimas
Espectadoras tuas
Portas de estandarte
Observam em quem atuas
Abrem o procurado
Sentenças cruas
Que te dão o teu fim
Também tu Justiça
Também tu tens o teu motim
Confusão de reverência e temor
Que leva a um enredo
Sem fim
Pilar nosso
De respeito merecido
Mas semente de medo sentido
Quando o teu contrário irrompe
De ti revestido
Também tu Justiça
Também tu…
João Maria Spínola (140120106)
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