Poema sobre o Contencioso Administrativo
Poema sobre o Contencioso Administrativo
Na fronteira entre a lei e a ação,
Ergue-se o contencioso, num tribunal de razão,
Onde o Estado e o cidadão, em litígio cerrado,
Buscam justiça num campo equilibrado.
Dos atos impugnados nasce a questão,
Se a norma foi justa, se houve transgressão.
Tribunais especializados, de função singular,
Definem limites que o poder não deve ultrapassar.
Herança de traumas, de um passado marcante,
Em que a administração, juiz dominante,
Rejeitava a balança, o crivo da lei,
Num regime em que a justiça se fez como um rei.
Mas o tempo avançou, a história mudou,
E o contencioso um novo alicerce encontrou.
Hoje, imparcial, avalia o Estado e sua ação,
Protege direitos, repara a violação.
Na “casa comum” que todos habitamos,
Respeitar a legalidade é o dever que clamamos.
Que a justiça administrativa seja sempre farol,
No mar jurídico, onde a razão busca o sol.
Inês Marques de Almeida - 140121021 (Turma B)
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